Como eu contei no último post, há algum tempo eu comecei a dar mais atenção as necessidades do meu cabelo, mas até isso acontecer muitas mudanças tiveram que acontecer.
Desde sempre eu tive muita dificuldade em lidar com meu cabelo. Todas as lembranças que eu tenho dele na infância ou ele estava extremamente bagunçado, com aspecto seco e embaraçado ou ele estava preso em algum penteado. Eu não me lembro dele com cachinhos, nem nada próximo disso. Talvez por causa disso eu não fazia questão de tentar cuidar bem dele, por achar que não iria dar certo. Então o máximo que eu poderia tentar era fazer algum alisamento ou prender.
Mas mesmo para alisar eu não ligava muito. Eu achava bonito e gostava da praticidade de ter ele alinhado, sem nós e ressecamento (as características que me incomodava no meu cabelo natural, lembra?), mas eu não me animava em ficar constantemente alisando ele. Na verdade sempre detestei a simples ideia de ter que fazer escova e chapinha o tempo todo. Dava muito trabalho. Então eu só fazia um alisamento no salão a cada seis meses (quando queria ficar bem nas festas e durante o volta às aulas) e no resto do tempo usava só tranças e rabo de cavalo.
Então eu constantemente tinha que ficar com o cabelo com duas texturas quando a raiz crescia e, por não dá escova nem chapinha em casa, o comprimento era só esticado, mas ainda armado. Porém eu me acostumei com isso, foram anos assim.
A última progressiva que dei foi na metade de 2014, quando iniciei o primeiro ano no Ensino Médio. Depois disso minha vida ficou tão corrida e centrada nos estudos que esqueci totalmente do cabelo. Só lavava e passava qualquer hidratação que achasse para comprar (normalmente só precisava ter uma proposta para cabelo liso, não prestava muita atenção no resto). E nisso minha raiz cresceu, eu mantinha ele praticamente diariamente preso em um rabo de cavalo feito rápido pra ir pra escola e pronto.
Foi no final do ano de 2016 que apareceu a ideia de cortar para ver como ele ficaria. Eu já vinha conhecendo um pouco sobre cabelo cacheado, tinha ouvido falar sobre fitagem e me interessei em experimentar algo diferente para dar uma mudada nas festas de fim de ano.
E até antes de cortar eu ficava na dúvida sobre se ia ficar bom, eu tinha aquela imagem do cabelo seco, bagunçado, embaraçado e não me lembrava de cachos (mesmo que minha família insistisse em dizer que eu realmente os tinha). Eu ficava com medo de não conseguir nem pentear ele direito, quando era pequena uma das minha maiores frustações era não conseguir pentear meu cabelo por própria conta quando não estava alisando (minha mãe penteva meu cabelo porque eu sozinha não conseguia) e isso me deixava muito triste. Só depois que conheci mais sobre cabelo cacheado eu percebi que um dos maiores erros que cometia quando criança era pentear ele seco. Perdi a conta de quantos pentes já quebrei na infância tentando pentear ele seco ou só passando um creminho. Isso e muitas coisas eu só comecei a perceber depois que fazia errado.
Eu cortei a parte alisada, fiz meu big chip, no dia 22 de dezembro de 2016, uma quinta-feira. Ele ficou bem curtinho, mas como sempre tive resiliência com relação ao meu cabelo (era acostumada a tolerar ele, contanto que estivesse mais ou menos), eu não senti tanto o choque. Nunca tinha cortado meu cabelo tão curto, mas gostei bastante.
Então a partir daí eu lidava com ele no dia-a-dia assim: molhava, passava um creminho, desembaraçava com o pente, apertava os cachos e seguia pra vida. Funcionou bem enquanto ele estava curto, mas conforme foi crescendo eu tive que me adaptar muito mais. Porém custou, não cheguei a mudar muito o jeito de arrumar ele durante o ano seguinte. E sem aprender táticas novas eu usava ele como ficava.
Foi só do meio pro final do ano que eu notei um aspecto um pouco ralo no topo da cabeça e quando fui na cabelereira para dar um corte nele ela comentou que parecia que meu cabelo tinha caído bastante. A partir daí eu passei a notar mais isso e foi só quando outros sinais me mostraram que minha saúde não ia bem que fui perceber que aquela queda de cabelo era uma indicação de que algo estava errado com a minha saúde.
Vocês sabiam que a deficiência em diversos nutrientes pode ocasionar em uma queda drástica de cabelo? É muito importante ficar atento à isso. No próximo post eu vou falar um pouco sobre o que eu aprendi sobre queda capilar.
Leia o próximo post:
》Em Breve!

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